La Scala abre a temporada com a impactante “Lady Macbeth” de Shostakovich — uma produção que mistura música intensa, cenário urbano dos anos 1950 e debates sobre liberdade feminina. Quer entender por que a ópera ainda provoca controvérsias e emociona plateias?
Tributo a Shostakovich: montagem, cenário e direção
Shostakovich recebe um tributo intenso na montagem da La Scala, com foco na força dramática e na trilha sonora.
Montagem
Diretor escolheu uma leitura contemporânea que destaca o conflito moral da peça. A cena muda rápido e usa movimentos secos para aumentar a tensão. A coreografia combina gestos íntimos com ações mais violentas. Isso ajuda o público a sentir o peso das escolhas.
Cenário e figurino
O cenário lembra uma cidade industrial dos anos 1950, com concreto e estruturas metálicas. As luzes criam sombras duras e um clima de apreensão. O figurino mistura roupas comuns com peças mais simbólicas, em cores sóbrias. Pequenos detalhes do traje ajudam a contar a história sem palavras.
Direção musical
A direção musical respeita as dinâmicas fortes da partitura de Shostakovich. O maestro enfatiza os contrastes entre silêncio e explosões sonoras. A orquestra acompanha cada gesto cenográfico com precisão. Esse equilíbrio entre som e imagem torna a obra mais impactante.
Intenções e efeitos
A produção busca provocar reflexão sobre poder e culpa, sem respostas fáceis. Elementos visuais e sonoros trabalham juntos para criar emoções diretas. O público sai com perguntas sobre a época e sobre os personagens. A montagem pretende instigar mais do que encantar.
Polêmica e elenco: da proibição na Rússia à noite de abertura em Milão
La Scala retomou a ópera que já foi alvo de censura e debate público. A montagem reacende discussões sobre arte, poder e moral nos palcos hoje.
Proibição e reações
A ópera foi proibida em seu país de origem por críticas oficiais no passado. Essas medidas deixaram marcas profundas na recepção da obra até hoje. Na estreia em Milão, a discussão voltou ao centro do palco.
Elenco e repercussão na estreia
O elenco reúne solistas experientes, coro intenso e uma orquestra afinada. A direção aposta em interpretações que exploram a violência e a emoção. Críticos comentaram a força das vozes e a precisão do maestro. Público ficou dividido, com aplausos e perguntas sobre o significado da peça.
Fonte: www.Antena1.com.br
